Biblio E

Bibliotecas do Agrupamento de Escolas de Vila Nova de S. Bento

Dia da Internet Segura 2013

 

Celebra-se hoje o Dia da Internet Segura.

O tema deste ano é   ”Os Direitos e os Deveres na Internet”.

Clica no link e vai até à página de jogos.

Diverte-te e aprende.

Anúncios

Maria do Céu Nogueira no nosso Agrupamento :)

Papel por Alimento

O nosso Agrupamento vai iniciar a recolha de papel no âmbito da campanha “Papel por Alimento” do Banco Alimentar contra a fome.

Perguntas Frequentes
O que é a Campanha “Papel por Alimentos” ?
A Campanha “Papel por Alimentos” é uma campanha promovida pela Federação
Portuguesa dos Bancos Alimentares com contornos ambientais e de solidariedade: por
cada tonelada de papel recolhido é doado pela empresa Quima o equivalente a 100
euros em produtos alimentares básicos.
A Campanha “Papel por Alimentos” integra-se num quadro mais vasto de
sensibilização para a importância do papel de cada pessoa na sociedade e para a
possibilidade de recuperar e reutilizar coisas que parecem não ter valor.

Quem pode associar-se a esta campanha?
Todas as doações são bem-vindas. Para além do público em geral, podem associar-se
escolas, universidades, instituições, empresas, administração pública e administração
local.
Que tipo de papel é aceite ?
No âmbito da presente campanha, pode ser entregue todo o tipo de papel:
jornais/revistas
fotocopias
rascunhos
impressos (publicidade)
envelopes
papel de fax
papeis timbrados
arquivos mortos

Que tipo de papel não é aceite ?
No âmbito da presente campanha, não é aceite:
cartão e papelão
papeis plastificados
papeis metalizados
papeis parafinados
papel vegetal
fotografias
fitas adesivas

Até quando dura esta campanha ?
A campanha não tem limite temporal previsto.

Onde posso entregar o papel ?
No Banco AlimentarContra a Fome mais próximo (Abrantes, Algarve, Aveiro, Beja,
Braga, Coimbra, Cova da Beira, Évora, Leiria-Fátima, Lisboa, Oeste, Portalegre, Porto,
Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Viseu), – ver contactos e horário de funcionamento em http://www.bancoalimentar.pt.
Na Quima – Parque Industrial da Mitrena Lotes 4 e 5 – 2910-738 Setúbal Tel:
265235188 |Telm: 919920769 | e-mail: a.mendes@quima.pt
Localização GPS: 38°29’51.24″N 8°47’59.97″W
Numa das muitas instituições que quiseram participar aceitando ser ponto de
recolha, multiplicando-se desta forma, sem custo, os locais de entrega pelo público e
dinamizando redes de solidariedade, já que o papel poderá ser veículo para outro tipo
de relações que se possam estabelecer. As instituições trazem o papel recolhido
quando vêm levantar os produtos ao Banco Alimentar – dados disponibilizados no site na página de cada Banco.
E se tenho grandes quantidades de papel para doar?
Para grandes doações (superiores a 10 toneladas) deverá ser contactado o Banco Alimentar mais próximo para organizar com a Quima a melhor maneira de fazer a recolha directamente. Se for essa a vontade expressa do doador, será entregue recibo do equivalente valor do papel recolhido em alimentos.
São emitidos comprovativos da entrega para empresas?
Cada Banco Alimentar pode emitir uma declaração atestando o peso de papel entregue; a Quima certifica as Guia de acompanhamento de Resíduos (GAR) que acompanhem as entregas de empresas.
Como podem as escolas participar?
As escolas podem participar envolvendo os alunos e a comunidade escolar na
Campanha “Papel por Alimentos” promovendo a recolha de papel numa lógica de
participação cívica e ambiental.
E ainda sensibilizando para a importância do papel que cada pessoa tem na sociedade e para a possibilidade de recuperar e reutilizar coisas que parecem não ter valor.
Como posso obter a imagem da campanha para reprodução?
As artes finais das peças de comunicação (cartaz, folhetos e toalhetes para refeitório) podem ser descarregadas no pdf anexo ou solicitadas à Federação .
Como posso ser voluntário?
A Campanha pretende incentivar o voluntariado: todo o papel recolhido terá que ser
depositado pelos doadores nas instalações do Banco Alimentar Contra Fome mais
próximo ou das instituições aderentes. Cada um de nós pode ser voluntário juntando o
seu papel em casa ou no local de trabalho e oferecendo o transporte do mesmo.
Quem são os parceiros da campanha?
São parceiros:
A Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares, que promove a campanha;
Os 17 Bancos Alimentares e as instituições que aceitam ser pontos de recolha de papel;
A QUIMA que é parceira logística e de reciclagem;
A Copidata que produziu os matérias de divulgação (folhetos e toalhetes de refeição).

Concurso de Natal 2011/12 Vencedores

Pré escolar 

1º lugar – Margarida Carrasco   – Vila Verde de Ficalho

2º lugar – Patrícia Valente – Vila Nova de S. Bento

3º lugar – Maria Soares – A do Pinto

______________________________________________

________________________________

1º Ciclo – 1º e 2º anos 

1º lugar  – António Saragoça – Vila Verde de Ficalho

2º lugar – João Filipe Santana – Vila Nova de S. Bento

3º lugar – Duarte Oliveira – Vila Verde de Ficalho

1º Ciclo – 3º e 4º anos 

1º lugar  – Diogo Quaresma – Vila Nova de S. Bento

2º lugar – Nicole Silva – Vila Nova de S. Bento

3º lugar – Conceição Pepe – Vila Verde de Ficalho

_____________________________________________________

_____________________________________

2º ciclo

1º lugar – Ariana Galamba

Como sair do Polo Norte

     Era um Inverno gelado. Como de costume, a governanta fazia biscoitos que agradavam a mansão inteira. Mas ela já estava velhinha e o meu pai não queria que ela trabalhasse mais.

      Ontem ela despediu-se de nós, todos a abraçamos e creio que Olga, a minha irmã mais nova, chorou.

     Aqui, em S. Petersburgo, as governantas querem um ordenado muito maior. Mas sabemos que há governantas que querem menos em Camberra, na Austrália.

      Passada uma semana a governanta chegou! E para meu espanto, nada mais nada menos, a governanta tinha doze anos.

       Era uma rapariga negra, e sabendo como o meu pai era, ele não teria muito bom relacionamento com ela.

       Ora, era quase Natal, a minha mãe tricotava, a minha avó cozia as almofadas que o meu cão Pitéu rasgou.

      Nunca tínhamos falado com Nicole, a jovem que veio para ser nossa governanta por apenas meia dúzia de tostões.

     Estava no sótão a arrumar coisas velhas, quando Nicole me falou:

     – Olá! Os teus pais disseram para a gente sair um pouco de casa.

     – Não quero! Vou ler este livro.

     Ela pegou no livro e um estranho pó vermelho caiu sobre nós ambas.

    Quando acordámos, estávamos…

    – No Polo Norte? – perguntei eu.

     Quando olhámos à nossa volta, vimos um montão de neve e… tudo à volta era doces e guloseimas. Quando pusemos os nossos pés na neve, reparámos que não era neve!

      – É açúcar! exclamou Nicole.

     Seguimos em frente e reparámos que os habitantes daquele estranho lugar eram fadas, duendes, ninfas, trolls, ogres…

     Perguntamos a uma pequena ninfa como poderíamos sair.

    – Têm de encontrar a Fada Torrão-de-Açúcar! Para chegarem ao Castelo de Chocolate, têm de atravessar o lago de algodão doce. – disse a ninfa com a sua voz cristalina.

     – Obrigada. – dissemos em coro eu e a Nicole.

     Andámos, andámos, e não sei como resisti a tanto doce, mas finalmente chegámos ao lago de algodão doce. Lembrei-me de que, para atravessar o lago, teríamos que usar doces porque ali só havia doces!

     – Mas como? – perguntei eu.

    – Com isto, mostrou-me Nicole.

    Era nada mais nada menos que um enorme pedaço de chocolate velho e rijo. Parecia pesado mas, na realidade, era leve como uma pena.

     Quando pusemos o grande pedaço de chocolate a fazer de ponte, atravessámos e estávamos livres!

     Caminhámos, caminhámos e encontrámos…

     – Pai Natal! – exclamou Nicole.

     – Ola, meninas, o que as traz por aqui? – disse aquele velhinho de barbas de que todos gostavam.

     – Temos de encontrar a Fada Torrão-de-Açucar! – disse eu.

    – A minha mulher? Oh! Ela está no palácio, eu sou o marido dela.

    Olhei para a cara de Nicole e vi que estava embasbacada.

    – Oh, sim! – disse o Pai Natal – o mundo dos humanos criou a Mãe-Natal  mas o meu Torrãozinho-de-Açucar é que é a minha mulher.

     – Está bem! – disse a Nicole. Agora temos que ir. Suponho que você também tenha muito trabalho.

    – Adeus! – disse ele.

   – Adeus! – respondeu a Nicole.

     Finalmente chegámos ao Castelo de Chocolate e até os móveis eram feitos de chocolate!

     – Olá, minhas queridas! Vocês querem sair daqui?

     – Olá, queremos sim. – disse eu.

    – Se você não se importasse… – interrompeu a Nicole.

    E a fada magicou, até que….

     – Estamos em casa!

    Era dia de Natal.

    – Nicole!, Helena! Venham comer o bacalhau!

  O meu pai falara bem com a Nicole!

————————————————————————————————–

2º lugar – Alessia Madeira

O Presente do Pai Natal

     Era dia 24 de Dezembro e tinha acabado de fazer os bolinhos e de aquecer o leite mas pensei… “O Pai Natal está tão gordinho, é melhor deixar uma maçã. E ele entrega presentes e nunca ninguém lhe dão nenhum. É melhor pensar o que lhe oferecer.” Pensei, pensei até que me lembrei de lhe oferecer a minha caixinha de música, gostava muito dela mas não fazia mal, era por uma boa causa.

Nesse dia tinha de ficar acordada para ver se lhe conseguia dar a prenda. Bebi café, liguei a nitendo e esperei pelo Pai Natal.

     Até que, de repente, ouvi cascos a pousar no teto e pensei “Vem aí o Pai Natal.” Peguei no prato dos biscoitos e no copo de leite, pus a prenda na minha frente. O meu coração parecia querer saltar do meu peito.

    Quando vejo duas botas pretas pousarem no chão e ouvi:

     – Au, isto doeu, vamos lá entregar as prendas!

     Ele saiu da chaminé e eu disse:

     – Feliz Natal!

     – Olá! Não devias estar já deitada?

     – Sim. Mas tinha uma coisa para lhe entregar. Tome!

     O Pai Natal abriu aquilo com muito cuidado e disse espantado:

      -A tua caixinha de música?! Mas tu adoras a tua caixinha de música!

     – Sim! Mas você nunca recebe presentes e oferece a todas as crianças do mundo!

     – Obrigado. Eu sei que a melhor prenda que te posso dar é vires comigo na minha volta ao mundo. Queres?

     – Sim, claro. Deixe-me ir vestir o robe.

     Eu viajei por todo o mundo mas o melhor de tudo foi estar com o meu ídolo, o Pai Natal.  Chegamos ao Polo Norte e a Mãe Natal deu um beijo ao Pai Natal  e disse:

      – Uma criança?!

     – Sim! Ela quis ficar acordada para me dar isto! – disse o Pai Natal mostrando a caixa de música.

     Foram para casa para ao pé da lareira. A Mãe Natal tinha acabado de fazer bolinhos de chocolate. E eu não disse que não quando ela me ofereceu.

       Depois de muito conversarmos, o Pai Natal disse:

     – Mãe Natal, tenho de a ir levar a casa. Queres vir connosco?

     – Sim, claro.

      A Mãe Natal foi vestir o casaco e fomos até ao trenó. Dei um beijinho a todas as renas pois só as voltaria a ver dali a um ano. e montei-me no trenó. Voamos em direção à minha casa. Quando cheguei, agradeci ao Pai Natal por me ter levado na sua volta ao mundo e agradeci à Mãe Natal pelos bolinhos. Fui a correr para o meu quarto, olhei pela janela e ainda fui a tempo de ouvir o Pai Natal dizer:

     – Ho!Ho!Ho! Feliz Natal.

————————————————————————

3º lugar – Rita Oliveira

Doce, Doce Natal

     Quando acordei e abri os olhos, olhei para o calendário e nem queria acreditar, era Natal!

     Enquanto descia as escadas, o cheiro a filhós acabadas de fazer e a chocolate quente, ia ficando mais intenso. Cheguei à cozinha e vi a minha mãe com a bandeja da comida nas mãos, a levá-la para o meu quarto. Quando acabei de comer, vesti-me com um blusão bem quentinho, luvas, cachecol macio e, por fim, o gorro e fui brincar lá para fora.

     – Uau! – disse eu quando vi a neve a cair e as árvores da cor do linho, o alcatrão escorregadio e o balde com água que estava lá fora congelado, a erva com geada…

     Fui chamar os meus amigos e fomos todos brincar  quando, de repente, a minha mãe me chamou:

     – Rita, vem ajudar-me a preparar as coisas para os convidados!

     – Vou já, mãe!

     Quando entrei em casa, o ambiente já era outro, o cheiro a perú assado e o quentinho da lareira, que bom… Depois de me deixar levar por todas aquelas coisas boas, pus-me ao trabalho,  ajudei a minha mãe a fazer a árvore de Natal e o presépio (aquilo é que eera um presépio), a seguir pus a mesa e fui contar os presentes que tinha por baixo da árvore e adivinhei, tinha sete  muito bem embrulhadinhos e entrelaçados. Sentei-me em frente do lume a pensar o que seriam as minhas prendas: a verde com laço vermelho é um conjunto de pinturas e o roxo com laço amarelo é uma camisa…. de repente tocaram à campainha: eram os meus tios, avós e primos, todos vestidos a rigor para o Natal.

     – Vamos comer. – disse a minha  mãe.

     Depois de comermos fomos à missa do Galo. Que lindo o presépio e 0 altar com flores vermelhas, brancas e rosa, as quatro velas do Advento ordenadas da mais escura para a mais clara. A seguir à missa do galo fomos ver o lume de Natal, tão quente e agradável. No fim, fomos para casa abrir as prendas.

     Tinha recebido uns sapatos, um vestido com um colar e pinturas… mas a prenda que eu mais gostei foi ter a família junto a mim. Despedimo-nos e nessa noite desejamos, ansiosos, o próximo Natal.

     Um doce, doce Natal.

_____________________________________________

__________________________________

 3º ciclo

1º lugar – Frederico Serrano e Maria João Santos

Onde estás espírito Natalício?

Por motivos surreais, inexplicáveis ou até mesmo inexistentes, acontecem problemas que nem o próprio ser humano sonhava ocorrerem na sua vida.

Aquele dia ficará para sempre marcado na mente daquelas pessoas. Era um homem pobre que passava a vida nas ruas a falar sozinho, a sonhar, a rir ou até a chorar. As pessoas passavam por ele e olhavam-no de lado, apontavam-lhe o dedo, insultavam-no e faziam chacota.

– É um maluco! Devia estar internado!

E ele sempre respondia:

– Quando te conheci, ainda eras pequenino com um sorriso e um olhar de quem tinha muitas histórias para contar.

Porém ninguém o ouvia. Aquele homem que o insultou, seguiu o seu caminho a pensar na resposta que recebera do mendigo.

Chegou a véspera de Natal e o mendigo estava a passar pela igreja quando ouviu um lindo coro a cantar ao menino. Ficou encantado e os seus olhos brilharam como estrelas cintilantes.

Tentou entrar na igreja mas logo uma beata, que estava à porta, o impediu de seguir em frente e entrar.

– O senhor não pode entrar aqui. Isto é um lugar sagrado e não pode ser poluído por qualquer gente que passe aqui.

– Mas minha senhora, eu só queria apreciar este lindo cantar. Nada mais vim aqui fazer.

– Não me interessa, não pode entrar!

E o mendigo sentou-se num banco que estava perto da igreja a ouvir o coro.

– Como é possível que esta gente não se lembre de mim? Quando tinha casa, carro, dinheiro para poder viver bem, todos me falavam e me sorriam.

Que tristeza, agora não tenho casa, não tenho família, os meus amigos são os cães que também vivem como eu, à procura de alguém que nos queira, nos aconchegue.

Aquele homem, que foi esquecido por toda a gente, em tempos, foi médico dos mais procurados da cidade: muito simpático, muito atencioso, sempre empenhado no seu trabalho e preocupado com todos os seus clientes; porém, tinha um grande defeito, era viciado no jogo. Perdeu tudo o que tinha em apostas nos casinos. A população desiludida, fez de tudo para o esquecer, e conseguiu. Até a família do pobre médico o abandonou.

Sendo esta, noite de Natal, o mendigo dirigiu-se ao refeitório público, onde as associações de solidariedade oferecem refeições. Após o jantar, o mendigo agarrou num dos cobertores que estavam a ser distribuídos à saída, colocou-o sobre as costas e seguiu caminho a pé, a passear pelos jardins fora, a apreciar o céu, especialmente estrelado. De súbito, é apanhado no meio de um assalto onde acaba por ser gravemente ferido. Como ainda existe uma réstia de bom senso no mundo, uma velha senhora que o reconheceu, depressa se prestava a ajudá-lo. Chamou uma ambulância e foi parar (não sei se foi coincidência), ao hospital onde chegou a trabalhar. Os enfermeiros, porém, ao reparar na aparência do indivíduo, levaram-no para o corredor onde acabou por não resistir aos ferimentos, morrendo ao fim de meia hora de espera.

Para que a sua certidão de óbito pudesse ser feita, e o defundo fosse reconhecido, a velha senhora, que o conhecia, contactou a família do esquecido médico.

No seu enterro, estiveram presentes poucas pessoas que ainda se lembravam dele, muito vagamente, mas recordavam-se; entre estas, estava aquele homem que o insultou naquele dia. Quando se afastou do mendigo a pensar nas palavras que lhe foram dirigidas. Este homem, em pequeno tinha tido cancro, e a sua vida foi salva pelo médico que toda a gente esquecera. O homem sentiu um grande peso na consciência de não ter feito com que o Natal do mendigo fosse mais feliz.

No fundo, há muito pouca gente que se preocupa com quem tem pouco ou nada. A hipocrisia continua a existir e a sociedade (ou a sua esmagadora maioria) continua a dar atenção apenas a quem lhe interessa e nem no Natal se lembram de ajudar.

—————————————————————–

2º lugar –  Ana Clara Santos  e Diogo Soares

Um Natal diferente

 

No armazém do Pai Natal era grande a azáfama, peluches a remendar, prendas a embrulhar e laços a dar.

O armazém era muito espaçoso, aliás, mais que espaçoso. Mas com tanta rebolisse era difícil de lá andar. As paredes eram de madeira, da melhor que existia, madeira de castanheiro, e estavam decoradas com coroas de Natal.

Os duendes vestidos de verde e vermelho, e enquanto eles trabalhavam muito atarefados, o Pai Natal apenas comia bolachas e chocolate quente.

Mas no que nos vamos centrar, por agora, é no Natal da pequena duende Chila e o seu irmão Gengibre. Eram dois duendes bem novinhos e que no dia de Natal foram com os seus pais, a sua mãe Cereja e o pai Pinhão, ao armazém do Pai Natal.

Quando entraram no grande armazém, os pequenos duendes foram para a sala dos doces. Nessa sala ajudaram a Mãe Natal a fazer os doces para a ceia de Natal, que iam ser doados às famílias mais pobres.

E, finalmente, a grande hora chegou. O Pai Natal ia partir no seu trenó, mas naquele Natal faltava o Rodolfo, a rena do nariz vermelho, pois estava com gripe. O trenó finalmente partiu, mas aquele Natal ia ser diferente…

Estava um grande nevão e sem o Rodolfo era muito difícil ver, então o trenó do Pai Natal começou a descer sem que ele se apercebesse e chocou contra um grande abeto, e caíram na Floresta dos Abetos Fluorescentes.

O Pai Natal ficou no chão inconsciente e os duendes ficaram espalhados pela floresta.

Na aldeia do Pai Natal as famílias estavam a preparar-se para irem à Missa do Galo, todos aperaltados e embonecados.

Quando o Pai Natal acordou viu que já era tarde e que o Natal já estava perdido, recostou-se na neve e adormeceu, mas de súbito, apareceu uma luz no meio da escuridão e foi-se aproximando, e então foi sendo visível um homem velho com grandes barbas, muito encasacado e com um candeeiro a óleo na mão e aproximou-se do Pai Natal e levou-o para a sua cabana.

Na aldeia as famílias já tinham regressado da Missa do Galo e estavam em suas casas onde os avós contavam histórias aos seus netos e ao resto da família.

Na cabana, o Pai Natal viu que o homem já tinha encontrado os seus duendes todos e que estavam a dormir numa pequena cama ao lado da lareira. O homem pediu à sua mulher que preparasse um chá para o Pai Natal e explicou-lhe que se chamava Octávio e a sua mulher se chamava Odete, que tinham um filho que nunca os visitava, por viver muito longe e que também era rico, mas que não dava dinheiro à família e, finalmente, disse que eram uma família pobre. O Pai Natal tirou do seu saco, presentes e comida que a Chila e o Pinhão tinham feito, deram àquela família e depois pediu aos duendes que ficassem com a família para lhe fazer companhia. O Pai Natal despediu-se, foi para a floresta consertar o trenó e partiu novamente.

Na manhã seguinte o Pai Natal passou pela cabana, levou os duendes e regressou à aldeia.

Quando chegou, toda a aldeia se reuniu no seu armazém e fizeram uma grande festa!

   —————————————————————

3º lugar –   Débora e Zaida

   O Natal de Francisco

Numa aldeia longe daqui, vivia uma família pobre, mas feliz. Naquela casa, o Natal era sempre simples, sem presentes, pois o dinheiro que tinha apenas dava para comprar a comida e, muitas vezes, nem para isso dava.

O casal tinha cinco filhos, todos eles pequenos e alegres, excepto o mais velho, Francisco, era uma criança triste e tinha vergonha da sua família, pois não queria ser pobre, porque era gozado pelos seus colegas na escola.

Certo dia, já farto de ser gozado e de ser pobre, falou com os pais sobre tal coisa e pediu ter um Natal melhor. Os pais ao verem a tristeza do seu filho mais velho fizeram os possíveis para que o Natal naquela casa fosse um Natal alegre, no qual todos os seus filhos estivessem mais animados, principalmente o Francisco.

Nesse Natal, o pai e o Francisco foram à serra e cortaram um pinheiro grande e bonito para ser a árvore de Natal, a mãe e os seus outros quatro irmãos fizeram enfeites de pano, de papel e de arame, mas Francisco ao ver que não havia estrela, decidiu fazê-la ele próprio, com cartão, ele pintou-a de dourado e meteu-a no cimo da árvore de Natal.

Nesse ano, o Natal de Francisco e da sua família foi mais feliz, houve pato na mesa, apenas não houve bacalhau, pois o bacalhau estava caro e aquela família não o podia comprar.

O Natal naquela casa foi passado com a tia Rita, o tio Joaquim, os avós maternos e paternos de Francisco, nesse Natal, até puderam comprar um presente para cada filho. Os pais ofereceram-lhes um saquinho com doces, os tios um pijama para cada um, os avós maternos ofereceram-lhes um par de cuecas aos cinco e os avós paternos ofereceram-lhes gorros de várias cores.

A partir desse Natal, Francisco deixou de ter vergonha da família, e passou a ser uma criança feliz.

—-

Feira do Livro

Entre os dias 5 e 9 de dezembro, realiza-se uma nova edição da Feira do Livro de Natal. Visite-nos entre as 9h e as 17 h.

 

.

 

Morcegos

Já passou o Halloween… e então?

Os morcegos vivem todos os dias, ou melhor, todas as noites. São uns animaizinhos bem úteis e engraçados mas a quem não se tem ligado muito. Para que todos fiquemos sensibilizados, 2011 foi declarado  o Ano Internacional do Morcego, pelo Programa para o Ambiente das Nações Unidas.

A equipa da Biblioteca tem vindo a realizar diversas acções de sensibilização em todos os níveis de ensino: leitura de contos e textos informativos, distribuição de fichas de actividades, jogos, etc.  Os alunos têm demonstrado grande interesse e já têm imensos trabalhos para nos entregar. Vão ficar encantados quando os virem – ao vivo ou neste espaço.

Links para sites interessantes:

http://www.wix.com/anodomorcego/icnb

http://www.yearofthebat.org/

http://portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT2007/O+ICNB/Estudos+e+Projectos/Morcegos2.htm?res=1024×768

http://morceguismos.blogspot.com/2011/03/morcegos-em-portugal-rtp.html

A Anita está doente – ilustrações

Estas são as ilustrações realizadas pelos alunos do 1º e 3º anos de Vila Verde de Ficalho a partir do conto ” A Anita está Doente”. Gostamos muito.

Este slideshow necessita de JavaScript.

O que apareceu primeiro, o livro ou a biblioteca?

Pois é! Por estranho que pareça, primeiro apareceram as bibliotecas e só passados alguns milénios surgiram os livros…

As primeiras bibliotecas foram as Sumérias e guardavam documentos em placas de barro com escrita cuneiforme e têm, aproximadamente, 5 mil anos!

No séc. III a.C. é construída a Biblioteca mais famosa da Antiguidade: A biblioteca de Alexandria.

Nesta altura, os documentos apresentavam-se sob a forma de rolo de papiro.

No séc. I a.C., o Imperador Augusto manda construir uma biblioteca pública – a primeira onde as pessoas vão poder requisitar documentos para lerem em casa.

Na Idade Média livros, bibliotecas e cultura estavam associados à religião e só podiam ser encontradas nos mosteiros.

No séc XV e com a vontade de saber que o Renascimento trouxe, voltaram a surgir as bibliotecas públicas, como a Laurenziana, em Itália.

Também, no séc. XV  a imprensa foi inventada no ocidente (já existia no Oriente) fazendo com que o número de livros disponíveis se multiplicasse.

No séc. XVIII, foi o Iluminismo o responsável pelo incremento do número de livros e de bibliotecas ao pregar a supremacia da Razão e do Conhecimento sobre a Religião.

Em Portugal, D. João V mandou construir a Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra e a Biblioteca do Convento de Mafra.

No final do séc. XVIII foi criada a Biblioteca Nacional, no Convento de S. Francisco, em Lisboa, transferida no séc. XX para o Campo Grande – Cidade Universitária.

Nos séc.s XIX e XX, com o enorme aumento de número de escritores bem como de pessoas alfabetizadas, surgiram bibliotecas um pouco por todo o mundo.

No entanto, havia – e ainda há – locais onde é necessário transportar os livros para que a população possa ter o prazer de ler. E é assim que surgem as bibliotecas itinerantes.

No séc. XXI, a web 2.0 permitiu o aparecimento das bibliotecas digitais e o acesso à cultura e à informação desde qualquer lugar.

 

E no futuro, como será?

Vic e o Ambiente – ilustrações dos alunos do pré-escolar de A-do-Pinto

Este slideshow necessita de JavaScript.

Exposição

A partir de hoje e até 6ª feira, dia 8 de Abril, está patente uma pequena exposição de desenho e pintura de artistas da região, tal como tem vindo a acontecer regularmente, na nossa Biblioteca, no final de cada período.  Nestes dias o destaque vai para o pintor Bento Sargento e os seus quadros em óleo sobre tela e para a jovem Ana Clara Ferreira com um desenho com técnicas mistas em tela.

Visita-nos 🙂